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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Operações 'dão prejuízo incalculável' ao tráfico, diz diretora de Polícia Civil no Ceará

Como estratégia para minar o poder do tráfico no Ceará, as forças de segurança adotaram como medida uma série de operações planejadas, com reforço policial e mandados de prisão, realizadas, em média, duas vezes por semana em municípios distintos do estado.
A delegada Adriana Arruda, diretora do Departamento Técnico-Operacional da Polícia Civil, explicou ao G1 que ainda há dificuldade de se chegar aos líderes do tráfico, "as pessoas mais escorregadias", mas com as delações dos presos nas ações os policiais têm realizado prisões de alguns dos "chefes".
"O chefe é uma pessoa mais protegida que um político importante, é mais difícil chegar até ele, não impossível, tanto que já prendemos muitos traficantes pesados, mas são pessoas mais escorregiadias", relata a delegada.
"Agora, o prejuízo que nós damos é incalculável, na apreensão de drogas, de armas, dinheiro e daqueles 'soldados' que muitas vezes fazem acordo de delação. Por mais que o grande traficante não seja preso, uma hora ele cai, porque um operação dessa dá muito poder. O preso vê que ele é um coitado, que não tem um bom advogado e acaba entregando o grande chefe. O ciclo acaba se fechando", completa.

'Todas as cidades'

Em julho, foram realizadas grandes operações nas cidades de IguatuSenador PompeuCanindéJijoca de Jericoacoara e Cruz. Em todas elas, os policiais estavam de posse de vários mandados de prisão, contaram com dezenas de agentes, apoio de helicópteros, muitos veículos e armamento pesado.

A diretora da Polícia Civil explica que "todas as cidades" estão sujeitas a receber esse tipo de ação, já que o tráfico é uma "epidemia" e se espalhou por todas as regiões.
"Hoje em dia podemos dizer que estamos sofrendo uma epidemia de crime. O tráfico cresceu muito e trouxe violência, os crimes patrimoniais, roubo, homicídio. Por isso, nós trabalhamos praticamente em todas as cidades. Temos dados da Secretaria de Segurança [e Defesa Social], analisamos as cidades mais problemáticas e priorizamos ela, mas as cidades menores não ficarão desprovidas. Todas as cidades são passíveis de sofrer ações."


Fonte: G1 Ce


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