segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Por risco de mais um ano de seca, obras do Cinturão das Águas serão pagas à vista para empreiteiras

A preço de hoje, as águas do Rio São Francisco só chegarão ao Ceará daqui a oito meses. Um desalento para quem enfrenta o colapso da seca há seis anos. O dinheiro, que estava atrasado e reduziu o trabalho nos canteiros de obra do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), caiu na conta do Estado. R$ 65 milhões depositados em 28 de dezembro pelo Ministério da Integração Nacional. Intervenção e mimo de Eunício Oliveira (PMDB) no namoro político com Camilo Santana (PT).

Desse bolo, segundo uma fonte, R$ 42,5 milhões serão pagos, hoje, às empreiteiras que têm de correr por causa da ameaça de mais um ano de estiagem. Sobram R$ 22,5 milhões, montante que dará para pagar as contas deste mês e do próximo. Uma nova remessa de grana, das bandas do governo Temer, foi prometida para março. Mas sem previsão de valor.

O dinheiro, por enquanto, não é o problema, mas o ritmo das obras do CAC ainda não acelerou. As chuvas da pré-estação no Cariri estariam freando. Se a quadra chuvosa (março) for intensa, mais atraso à vista.

Segundo outra fonte, 88% do Trecho Emergencial do CAC estão concluídos. Ele mede 53 km e mandará as águas de Francisco para os rios Salgados e Jaguaribe. Os 12 quilômetros do Lote II, no Emergencial, são o que mais precisa avançar.




Fonte: ExpressoCeará

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