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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Açude Quixeramobim se torna atração na CE-060 mesmo sem atingir cota máxima

O Açude Quixeramobim, neste município homônimo, se tornou a principal atração do Centro do Estado nestes últimos dias. Completamente seco havia pouco mais de uma semana, a barragem construída na rota da CE-060,  altura do Km 210, acumulou água o suficiente para atrair a atenção dos moradores desta cidade e de quem cruza a rodovia estadual, principal via de acesso ao Sul do Ceará. Muitos motoristas e motociclistas param para registrar a transformação provocada pela força da natureza.

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Apesar de o açude ter reduzido significativamente a sua capacidade, de 54 milhões de m³ para apenas 7,8 milhões de m³, segundo levantamentos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), por conta do assoreamento da sua bacia hídrica, continua sendo orgulho para a população local. Muitos inclusive desconfiam da baixa capacidade. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) avalia haver aporte para um pouco mais, 9 milhões de m³.

Segundo o técnico do Dnocs, João Eudes da Silva, administrador da Barragem, como é mais conhecida, está a pouco mais de um metro de atingir o seu volume máximo. A imagem causa a sensação de que a água vai voltar a correr pelas 15 comportas abaixo da ponte com 240 metros de extensão a qualquer momento. Por esse motivo muitos estão de olho nas chuvas dos próximos dias rio Quixeramobim acima.

O administrador do Dnocs explica que mesmo barrado a 46Km, no Açude Fogareiro, no trecho abaixo o afluente recebe água de outros rios e riachos. Como não choveu nas últimas 24 horas na região, o volume atual continua o mesmo dos últimos dois dias, 5,01 milhões de m³. A régua de medição do açude aponta 1,35 metros para completar os 100%, ressalta João Eudes, também feliz com as mudanças, afinal desde outubro de 2015 estava completamente seco.

Para o aposentado Antônio Maurílio da Silva, 74 anos, o gigante adormecido da Terra do Leite despertou após seis anos de sonolência para a barragem e de sofrimento para a população da cidade, enfrentando racionamento por quase dois anos e ainda necessitando de rodízio para a água chegar as torneiras das suas casas, apesar de passarem a receber água do Açude Pedras Brancas, através de uma adutora com 60Km de extensão. Agora é comemorar, comentava recordando a cheia de 1974, quando a enchente lavou a ponte.






Fonte: Diário do Nordeste

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