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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Aluna cearense descobre material que pode amenizar poluição global

Natural do distrito de Ema, a seis quilômetros de Iracema, município com pouco mais de 13 mil habitantes no interior do Ceará, a estudante de 19 anos Myllena Cristyna da Silva fez uma descoberta científica após provocar um incêndio no laboratório da escola onde cursou o ensino médio. O incidente resultou em uma pesquisa de reciclagem de isopor e na geração de um material que pode ser usado para blindar o vazamento de petróleo no mar, contribuindo para a redução de um dos maiores problemas de poluição ambiental em todo o mundo.

A estudante desenvolveu a pesquisa ao ingressar no Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Limoeiro do Norte, no curso técnico em Meio Ambiente.

"O diferencial do trabalho dela é que além de propor uma nova rota de destinação final para os resíduos de isopor, e isso já em um ponto positivo relacionado a questão ambiental, ela também gera um novo produto no mercado que vai trabalhar com a blindagem ou contingência de vazamento de petróleo", comenta o orientador e professor de Gestão Ambiental do IFCE de Limoeiro do Norte, Phylippe Santos.

Pesquisa

Se trata de um ciclo de reutilização do poliestireno expandido, conhecido popularmente como o isopor. A partir da retirada desse material do meio ambiente, a estudante conseguiu desenvolver cristais lisos e porosos. Submetendo esses materiais a uma bactéria, a jovem cientista diminuiu o tempo de decomposição do isopor no planeta – de cerca de 150 anos – para sete meses.

Myllena explica por que o produto desenvolvido com a técnica também impacta na poluição do mares com petróleo. "Todos os dias acontecem viagens de navio petroleiro, e é obrigatório fazer uma lavagem pra retirar o material impregnado no lastro, para não influenciar na próxima carga. A água utilizada pra isso é a água o mar, que é poluída com o petróleo. Esse material vai servir como película protetora do lastro, repele 95% do petróleo que ficava impregnado. Mesmo com a lavagem, as empresas não perdem material, nem ele vai pro meio ambiente”, detalha.

Além disso, a pesquisa desenvolveu um ciclo completo de reutilização do isopor, material que comumente é descartado de forma irregular no meio ambiente.

Com a bactéria usada para decompor plásticos, Myllena percebe que, na reação, é excretada a própria matéria-prima de que é feito o isopor e outros tipos de plástico: o óleo de estireno. Isso significa que, em vez de ser descartado de maneira imprópria, um isopor usado poderia ser reaproveitado pela própria empresa fabricante e submetido ao processo descoberto pela cientista, para gerar outros materiais, diminuindo o custo da empresa.




Fonte: G1 CE

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