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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Facções se espalham pelo interior do Ceará e assustam moradores com aumento da violência

Mais de 3 mil assassinatos foram registrados este ano no Ceará. A estatística está relacionada à atuação do crime organizado. Um fenômeno que, além de apavorar Fortaleza, é visto em pequenas cidades e localidades do interior do estado.

As pichações nos muros, que se tornaram comuns na Região Metropolitana, indicam a presença de facções, e hoje tomam conta de pequenas comunidades do estado.

Na localidade conhecida como Quatro Bocas, a 120 km de Fortaleza, as organizações despertam o medo da população. A auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima Honorato comenta sobre o medo de sair de casa. “O muro bem alto é para poder ter sossego, saio de casa mais não”.

A rivalidade dentro e fora dos presídios e as disputas pelo controle do narcotráfico marcam essa realidade em todo o estado. No início do ano, Fortaleza registrou a maior chacina da história do Ceará. O caso ficou conhecido como Chacina das Cajazeiras. O crime foi motivado por guerra entre duas organizações e não custou a ter consequências longe da capital.

No dia 29 de janeiro, dois dias após a maior chacina que vitimou 14 pessoas na capital, um conflito entre facções criminosas resultou na morte de 10 presidiários e 6 saíram feridos na cadeia pública de Itapajé.

Prisão de Lideres

Menos de um mês após grandes casos envolvendo as facções Guardiões do Estado e Comando Vermelho, dois membros da cúpula nacional de outra organização criminosa foram encontrados mortos no Ceará. Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, eram líderes do Primeiro Comando da Capital, o PCC de São Paulo.

Os líderes entraram para uma estatística que amedronta a população. Este ano, de janeiro a agosto, o Ceará registrou 3.110 assassinatos. O crime aconteceu em uma pequena reserva indígena na Região Metropolitana.

Crimes no interior

Diferente do que possa parecer, os crimes ocorridos no interior também têm consequências na capital. Em julho, Fortaleza sofreu com uma onda de ataques a ônibus e prédios públicos que durou quase uma semana. A violência começou após uma operação policial em Amontada, que terminou com a morte de três homens acusados de assaltos a um banco. A ação teria sido ordenada de dentro do presídio.

As agências bancárias são os alvos de ataques mais comuns no interior do estado. Hoje, 750 mil cearenses estão sem acesso a serviços bancários após ataques e explosões de agências e 38 municípios estão com dificuldades nos atendimentos.

Somente em 2018, foram 30 ataques a bancos no Ceará. Um mês após a operação policial em Amontada, já em agosto, a cidade teve duas agências atacadas em uma única ação. Os moradores da região precisam se deslocar para outros municípios quando necessitam de serviço bancários. A comerciante Elianor de Lima comenta que os bandidos ainda fazem vítimas e reféns. “A cidade toda parou, comércio, não teve mais movimento de dinheiro”.

A Polícia Civil afirma que tem atuado para coibir a ação do crime organizado na região. De acordo com o delegado titular da cidade de Amontada, as ações da polícia estão obtendo resultados. “Tem muitas ações em andamento em relação ao combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas, e existem pessoas presas, mas é um trabalho paulatino”.





Fonte: Tribuna do Ceará

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