segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Advogada tem liberdade negada e registro suspenso pela OAB após vinculo com facções

Presa na última semana, a advogada Elisângela Maria Mororó participou de uma audiência nesta segunda-feira (18), na Vara Única de Audiência de Custódia, em Fortaleza. Suspeita de participação em um esquema com presos ligados ao crime organizado, a jurista chegou escoltada em uma viatura da Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP). 

Elisângela foi escutada por 15 minutos e negou participação no esquema. O pedido de habeas corpus foi negado e advogada foi transferida para uma cela especial, por conta do trabalho. A prisão da suspeita aconteceu após divulgação de reportagem exclusiva da TV Cidade Fortaleza, que apontou a participação de vários advogados que facilitavam a comunicação entre internos e outros integrantes de uma facção criminosa. 

A advogada é suspeita de liderar o grupo, composto ainda por outros quatro colegas de profissão. A Polícia Civil, que investiga os crimes, encontrou uma conversa em um aplicativo de mensagens entre a mulher e um dos chefes do grupo, preso em Rondônia, quando tentava fugir para a Bolívia. No diálogo, Elisângela, identificada como "doutora" aparece negociando cocaína. 

A investigação ainda revelou uma vida de ostentação dos líderes da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios cearenses. A organização movimentava cerca de R$ 3 milhões por mês com tráfico de drogas. 

REGISTRO SUSPENSO POR UM ANO
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), confirmou a suspensão cautelar, pelo período de 12 meses, da advogada. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (18). "A Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Ceará informa que todos os processos administrativos disciplinares do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) são sigilosos, só tendo acesso às suas informações as partes, seus defensores e a autoridade judiciária competente. Vale ressaltar que a jurisdição disciplinar é independente e autônoma da comum, atendendo ao princípio da independência entre as instâncias penal, civil e administrativa. A iniciativa do presidente do TED busca preservar, essencialmente, a dignidade e a valorização da advocacia alencarina. A decisão final será submetida ao crivo do pleno do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Ceará", diz a nota. 


(TV Cidade)

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