sábado, 1 de fevereiro de 2020

Engenheiros são apontados pela Polícia como culpados da queda do Edifício Andréa

Dois engenheiros e um pedreiro foram indiciados em inquérito da Polícia Civil como responsáveis pelo  desabamento do Edifício Andréa, tragédia ocorrida na manhã do dia 15 de outubro, na zona nobre de Fortaleza. O prédio residencial de sete andares não resistiu quando suas estruturas foram alteradas em uma obra de reforma. Nove pessoas morreram soterradas nos escombros do imóvel e outras sete ficaram feridas.

De acordo com o inquérito policial concluído nesta quinta-feira (30) e enviado  para a Justiça, os engenheiros civis José Andresson Gonzaga dos Santos e Carlos Alberto Loss de Oliveira, além do pedreiro Amauri Pereira de Souza, tiveram papel “determinante” para a ocorrência do desabamento. Os três estavam trabalhando na reforma do edifício.

As investigações duraram dois meses e 15 dias, período em que a Polícia Civil tomou o depoimento de 40 pessoas, entre sobreviventes da tragédia, peritos, engenheiros e os três acusados.  O inquérito foi instaurado no 4º DP (Pio XII) e demorou por conta do trabalho minucioso realizado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

De acordo com os peritos, o desabamento do prédio ocorreu por cinco fatores. Foram eles: “falha da empresa responsável pela obra de reforma; técnica equivocada nas obras de restauração que prejudicou a estabilidade da estrutura; ausência de escoramento nos pilares; acréscimo de carga (peso) na área da cobertura; e falta de manutenção no imóvel”.

Indiciamento e mortes
Os três acusados de contribuírem para o desabamento do prédio foram indiciados nos  seguintes crimes: provocar desabamento por erra de execução (artigo 29 da Lei das Contravenções Penais), causar desabamento ou desmoronamento, além de expor  vidas em perigos ou causar mortes (artigos 256 e 258 do Código Penal Brasileiro/CPB).

O delegado titular do 4º DP, José Munguba Neto, informou que ainda nesta quinta-feira (30),o inquérito seria entregue à Justiça com a ressalva de que os três indiciados poderão ainda responder por outros crimes, dependendo da avaliação a ser feita pelo Ministério Público.


(CN7)

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