quinta-feira, 23 de julho de 2020

Cometa 'Neowise' é visto em Caucaia, Maranguape e Cariús

O cometa 'Neowise' foi visto no céu do Ceará no início da noite desta quarta-feira (22) por um grupo de astrônomos amadores. O cometa, que foi descoberto pelo satélite Neowise da agência espacial americana, a Nasa, em março de 2020, foi visto nas cidades de Cariús, a 411 km de Fortaleza, e em Caucaia e Maranguape, na Região Metropolitana. O registro ocorreu às 18h40.

O técnico químico e astrônomo amador, Lauriston Trindade, de 42 anos, que observou o cometa em Maranguape e que estuda astronomia há mais de 30 anos afirmou que o cometa poderá ser visto mais uma vez nesta quinta-feira (23) apesar do seu brilho está menos intenso por causa da sua aproximação do Sol. 

“A cada início de noite, o cometa estará mais alto no céu vespertino. Hoje [quinta-feira], dia 23, ele estará na constelação da Ursa Maior. Como ele já está se afastando do Sol, seu brilho está diminuindo. Ele só pode ser visto com uso de binóculos ou se você estiver bem distante das luzes das cidades. Poderá ser encontrado na direção noroeste do céu, logo depois do céu escurecer à noitinha”, conta Trindade, que estuda astronomia desde o ano de 1986, época em que passou o famoso Cometa Halley. 

Paulo Régis (Clube de Astronomia de Fortaleza) e Manuel Ériclys (Grupo de Astronomia Zênite) fizeram registros fotógráficos da passagem do meteoro em Caucaia e em Cariús, respectivamente.

Trindade disse que no Ceará existem algumas câmeras espalhadas em Fortaleza e em outros três municípios do interior. Esses aparelhos são utilizados pelo grupo astronômico.

“Dentro do grupo de observação de meteoros já que a gente tem uma rede aqui no Brasil é composta de mais 70 pessoas. São mais de 120 câmeras que ficam monitorando o céu e nós temos algumas câmeras aqui no Ceará. Em Iguatu, Acarape, Fortaleza e Maranguape que ficam filmando céu”.

“O cometa Neowise foi descoberto em março por uma soda da Nasa. A expectativa inicial era de que o cometa não fosse ficar tão brilhante. Mas, no fim de junho, ele entrou em nível de visibilidade com pequenos telescópios, e, no início de julho, ele passou a ser visto mesmo a olho nu. Por conta das características da órbita, grande parte do show deste cometa ficou restrita ao hemisfério norte. No entanto, desde o dia 20 deste mês, ele já está acessível ao hemisfério sul.  A próxima visita do cometa será daqui a 6.800 anos”, explica Trindade. 

Os cometas são corpos formados por gelo, rochas e materiais orgânicos, e vêm dos confins do sistema solar: o cinturão de Kuiper, ou talvez ainda mais longe, da nuvem de Oort, que são ambas concentrações de pequenos corpos celestes. 


(Diário do Nordeste)



0 comentários:

Postar um comentário