Vagner Calçados

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Grupo de pediatras afirmam que aulas presenciais podem retornar durante pandemia

 Um grupo de pediatras de diversos hospitais e universidades assina uma carta na qual dizem apoiar a reabertura das escolas com aulas presenciais durante a pandemia de Covid-19. No documento, os autores apresentam artigos científicos que mostram que o retorno às atividades escolares presenciais é seguro para crianças e adolescentes, desde que medidas de proteção individual sejam implementadas.

Até a terça-feira (24), mais de 400 pediatras haviam assinado o texto. Ao todo, quase 2.000 pessoas já assinaram o documento de forma digital - pelo menos mil dessas assinaturas pertencem a médicos, segundo os autores do texto. Os organizadores da iniciativa dizem que se trata de um grupo independente de instituições de saúde e ensino.

No documento, os autores argumentam que os mais jovens muito raramente têm complicações graves da Covid-19.

Mortes de crianças por Covid-19 tem baixa porcentagem

Algumas estimativas de cientistas indicam que as mortes de crianças representam menos de 1% do total de óbitos causados pela doença. As infecções registradas nessa faixa etária no mundo todo equivalem a cerca de 2% do total, segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) – crianças e adolescentes formam aproximadamente 25% da população mundial.

Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica

Mesmo com sintomas mais brandos na maior parte dos casos, um pequeno número de crianças desenvolve a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) após a infecção pelo novo coronavírus. Até outubro, o Ministério da Saúde havia registrado 375 casos da síndrome classificada como rara pelos especialistas.

O papel das crianças na pandemia

De acordo com a infectologista pediátrica Luciana Becker Mau, uma das autoras do documento, a ideia de criar a carta surgiu de um grupo com cerca de 40 pediatras que se reúne para discutir os casos e estudar o papel das crianças na atual pandemia.

"Percebemos que falta informação de qualidade para a população. Queremos fornecer subsídios para a tomada de decisões", afirma.

Segundo a médica, o documento deve ser enviado ao Ministério Público de São Paulo. Ela diz ainda que há movimentos semelhantes em outros estados que pedem apoio técnico ao grupo.

O pediatra e neonatologista Paulo Telles leu o manifesto em publicação de rede social. O vídeo já teve mais de 450 mil visualizações até a manhã desta quinta-feira (26).


(Diário do Nordeste)


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