Vagner Calçados

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Volume aportado nos açudes cearenses em apenas 4 meses já é superior ao dobro da recarga de 2021

As chuvas registradas nos primeiros quatro meses deste ano garantiram grande recarga hídrica na maioria dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O aporte conquistado em 2022 já mais que o dobro de toda recarga obtida ao longo dos 12 meses do ano passado. 

Conforme levantamento realizado pelo Diário do Nordeste, entre 1º de janeiro a 2 de maio, os reservatórios cearenses ganharam 3,75 bilhões de metros³ de água.

Ao longo de 2021, o volume aportado foi de 1,75 bilhão de m³. O índice atual ainda está atrás do registrado em todo o ano de 2020 (5,99 bi), mas, já é superior ao aportado nos anos de 2012 a 2019.

Até agora, o mês com maior recarga hídrica foi abril, com 1,62 bilhão de m³ de água conquistado. Em seguida, aparece março, com 1,5 bilhão de m³.

Somente fevereiro não teve mais aporte em comparação com igual período do ano passado (0,14 bi em 2021 contra 0,09 bi neste ano). Já o açude com maior ganho de água foi o Castanhão, que conquistou sozinho, neste início de ano, quase 1 bilhão de metros³.

Diante deste substancial aporte, o volume médio dos açudes cearenses saiu de 20%, no começo de 2022, para 36,9%. O índice é o melhor dos últimos oito anos.

No final de abril de 2014, o volume dos açudes monitorados pela Cogerh era de 30,35%. Naquela data, nenhum açude estava sangrando. Agora, são 36 reservatórios vertendo e outros nove estão próximos de sangrar, com mais de 90% de volume armazenado. Destes, dois já sangraram neste ano: Do Coronel e Maranguapinho.

  • Araras, em Varjota: 95,53%
  • Do Coronel, em Antonina do Norte: 97,51%
  • Trapiá III, em Coreaú: 95,6%
  • Malcozinhado, em Cascavel: 93,66%
  • Maranguapinho, em Maranguape: 95,33%
  • Pacoti, em Horizonte: 91,61%
  • Riachão, em Itaitinga: 91,26%
  • São Domingos II, em Caririaçu: 96,53%

Em contrapartida, 13 açudes estão no volume morto, isto é, abaixo dos 5%, e seis reservatórios se encontraram totalmente secos: Barra Velha, Forquilha II, Madeiro, Mons. Tabosa, Pirabibu e Salão.



(Diário do Nordeste)


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